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Arquivo de Janeiro, 2007

  Distraio ao som do móbile de bambú cantando ao vento que lhe acode. Disparo idéias sem fim, pois que nada alcançam, para logo em seguida esquecer na impessoalidade aquele dom que distancia. Divago. Em que tempo se passa a literatura? Segundo Jorge Luis Borges, a literatura acontece quando o leitor participa, ou seja, quando [...]

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Muitas vezes sinto-me preso nas névoas da poesia misteriosa, sem rumo corrente e cotidiano. Parece-me que meus escritos soam por demais “metafísicos”, sem âncora presa em algum lugar deste mundo, pior, nem em outros. Melhor seria afirmar que escrevo entre mundos, ambientes que deixam as palavras vagarem sem rumo aparente, mas com um fim a [...]

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Frases

Hoje (ontem) deparei-me com diversas frases, dos mais diversos autores. Até coloquei uma aqui no post anterior e cheguei mesmo a criar uma categoria para arrumá-las. Não que eu acredite que todas elas são fragmentos da verdade, não. Algumas são apenas inteligentes, outras são bem arrumadas, outras são profundas, engraçadas, misteriosas e, ainda, existem algumas [...]

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Fundo do Poço

  “Quem chega no fundo do poço precisa lembrar que o fundo é o melhor lugar do poço para se tomar impulso.” (Eduardo Marinho)

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Venho por muito tempo postergando a leitura do livro Ulisses, de James Joyce [Foto acima]. Finalmente comecei e, devo afirmar, é bastante interessante. Não posso ainda traçar um perfil da obra, visto que li apenas poucas páginas, mas também não vou comentar baseando-me em observações e análises alheias. Posso dizer, entretanto, que o livro vem [...]

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Fragmento:

Aquele menino estava embriagado. Embriagado de mundo. Da mesma forma que um bêbado não tem noção do que faz, assim era aquele menino.

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Eis que, salvo dos chamamentos relego ao oposto aquele que fui desabo na sombra que se me adianta para desentravar aquele que havia escondido dentro das tardes de minha infância na solidão alegre, deitado pro céu Sim, foi debaixo de uma amendoeira entre galhos e folhas largas como cinema de nuvens inéditas me aquietava na [...]

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