“Perdeu! Perdeu!“. Estas são as palavras que deveriam abrir este blog. Eu e minha namorada fomos assaltados ao entrar em um túnel subterrâneo, que passa sob a Rod. Presid. Dutra, mas a frase “Passa o celular se não eu mato ele!“, dita para minha namorada, enquanto o pivete apertava o cano do revolver na minha nuca e me segurava com uma chave de braço, é que continua ecoando em meus ouvidos.
Enquanto somos assaltados, outra pessoa aparece, vinda do lado oposto do túnel, mas o bandido manda que volte por onde veio. Logo em seguida, outra pessoa aparece, agora vindo do mesmo lado que nós. O pivete manda que volte pelo mesmo lugar de onde veio. Depois muda de idéia e manda o indivíduo voltar. Percebendo que ele não voltava, sai em disparada atrás da próxima vítima. Nós seguimos depressa, procurando a distância daquele lugar.
Perdi minha carteira, com todos os meus documentos mais o celular. Da minha namorada levou apenas o telefone. Dia seguinte pergunto na lanchonete ao lado do túnel se não haviam entregue ali a minha carteira. Fico sabendo que o mesmo pivete assaltou diversas outras pessoas naquela mesma noite.
A pior perda foi que, na minha carteira, havia o primeiro desenho que minha filha havia feito, aos dois anos e meio de idade (ela havia me desenhado).
Registramos ocorrência na delegacia…





