
Ficamos assim a saber das novidades(?) literárias da terrinha. Gonçalo M. Tavares traz algo de antigo, e o veste de novo. Poderíamos assinalar que na escrita dele nada há de revolucionário, mas quem está em busca de revoluções literárias? Prezo a arte, não aquela técnica e gêneros novos(?) que esperam um dia venha a acontecer. Na verdade, a arte que mais interessa não é aquela que se vê nas folhas de um novo livro, mas aquela que acontece no imaginário de quem lê.
Abaixo colo a notícia; créditos e fonte ao fim da mesma.
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O escritor Gonçalo M. Tavares considerou, em S. Miguel de Seide, Famalicão, uma “honra” receber um prémio com o nome de Camilo Castelo Branco.
Gonçalo Tavares falava no Centro de Estudos Camilianos, na cerimónia de entrega do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2006, de cinco mil euros, que conquistou com o texto “Água, Cão, Cavalo, Cabeça”.
O presidente da Câmara de Famalicão, Armindo Costa, considerou Gonçalo Tavares “um dos escritores mais originais da literatura portuguesa contemporânea”, sublinhando que “os críticos literários já o definem como um dos grandes poetas do século XXI”.
“Gonçalo Tavares é, acima de tudo, um homem da comunicação, da literatura, da escrita. Felicito-o pela sua obra literária, que divulga e dignifica a língua portuguesa, a língua de Camões, de Pessoa e de Camilo”, salientou Armindo Costa.
O autarca realçou que o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, patrocinado pela Câmara de Famalicão, é fruto de uma parceria com a Associação Portuguesa de Escritores (APE) que “já dura há 16 anos”.
Mário de Carvalho, Teresa Veiga, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria, José Eduardo Agualusa, José Viale Moutinho, António Mega Ferreira, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Jorge Marmelo e Paulo Kellerman foram os vencedores das primeiras 15 edições do prémio.
Nascido em 1970, Gonçalo M. Tavares é um dos escritores portugueses com maior ritmo de publicação de livros, desde Dezembro de 2001, data da sua primeira obra, “Livro da Dança”.
O autor já venceu também o Prémio Branquinho da Fonseca, da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso, com a obra “O Senhor Valéry”, o Prémio Revelação de Poesia da APE, com “Investigações Novalis”, e o Prémio Literário Ler Millenium/BCP 2004, com o romance “Jerusalém”.
FONTE: http://www.rtp.pt/index.php?article=290011&visual=16&rss=0
© 2007 LUSA – Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2007-07-09 19:10:01




