“Um homem, entretanto, tinha um bilhete de viagem para a própria alma, mas desconhecia o local de embarque” [ Gonçalo M. Tavares ]
Arquivo de Setembro, 2007
Bilhete de Viagem
Posted in De Outros Autores, Frases, Gonçalo M. Tavares, Literatura, Literatura Portuguesa on Setembro 25, 2007 | Deixar um Comentário »
O Retorno do Herói
Posted in De Outros Autores, Literatura, Poesias on Setembro 25, 2007 | Deixar um Comentário »
Ao contrário do que planejamos Ao contrário do que estava no roteiro Não haverá um retorno ao lar O herói não será erguido pela multidão extasiada E nem será imortalizado em camisetas de adolescentes O fim passará desapercebido Os olhos verão apenas a poeira erguida E quando ela baixar Haverá apenas a estrada Será simples [...]
MIGUEL TORGA – ADÁGIO
Posted in De Outros Autores, Literatura, Literatura Portuguesa, Miguel Torga, Poesias on Setembro 21, 2007 | 1 Comentário »
“Tão curta a vida e tão comprido o tempo!… Feliz quem não o sente. Quem respira tão fundo O ar do mundo, Que vive em cada instante eternamente.” [ Miguel Torga ]
CLARICE LISPECTOR – EXCERTO
Posted in Clarice Lispector, De Outros Autores, Literatura, Literatura Brasileira on Setembro 14, 2007 | 2 Comentários »
Faço parte de uma lista sobre literatura e um outro participante enviou este trecho de Clarice Lispector. Muitos podem ler e não perceberem nada demais: coisa simples, sem nexo, fraquinho. Ao contrário, ouso afirmar, isto é poesia pura, em amplos sentidos. Bons ventos! José Roldão – Papai, inventei uma poesia. – Como é o nome? [...]
SCHOPENHAUER – A VIDA E OS SONHOS, PÁGINAS DE UM LIVRO ÚNICO
Posted in De Outros Autores, Filosofia, Literatura, Relatos, Schopenhauer on Setembro 13, 2007 | Deixar um Comentário »
“ A vida e os sonhos são as páginas de um livro único; a leitura seguida dessas páginas é o que se chama a vida real; mas quando o tempo habitual da leitura (o dia) passa, e chega a hora do repouso, continuamos a folhear negligentemente o livro, abrindo-o ao acaso nesse ou naquele lugar, [...]
EM CÍRCULOS
Posted in Absurdos, Contos, José Roldão, Relatos on Setembro 13, 2007 | 1 Comentário »
Sempre agia assim. Corria de um lado para o outro, como se dessa forma pudesse encontrar, aos círculos, a resposta pairando pelo cômodo e, como se a pudesse engolir e digerir, ao invés de ruminá-la; ao invés de saboreá-la e chegar ao cerne da questão. Intentava a solução de todos os problemas em vista. Tolo! [...]
FERNANDO PESSOA – DIZEM QUE FINJO OU MINTO
Posted in De Outros Autores, Fernando Pessoa, Literatura Portuguesa, Poesias on Setembro 13, 2007 | 1 Comentário »
Dizem que finjo ou minto Tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto Com a imaginação. Não uso o coração. Tudo o que sonho ou passo, O que me falha ou finda, É como que um terraço Sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda. Por isso escrevo em meio Do que não está [...]
JUAN RAMÓN JIMÉNEZ – O POÇO
Posted in Contos, De Outros Autores, Frases, Juan Ramón Jiménez, Literatura, Literatura Espanhola, Poesias on Setembro 10, 2007 | Deixar um Comentário »
“(A noite desce, e a lua brilha lá no fundo, engrinaldada de estrelas andarengas. Silêncio! Pelos caminhos, a vida, a vida se dilui na distância. Do poço escapa a alma das profundezas. Por ele se vê como que o outro lado do poente. E parece que de seu bojo vai sair o gigante da noite, [...]
UM MENINO CHAMADO EU
Posted in Contos, Diário Fantástico, Literatura, Literatura Portuguesa, Relatos on Setembro 10, 2007 | 7 Comentários »
Era uma vez um menino que se chamava Eu. Sim, é um nome absurdo, mas era esse o seu nome. Crescera no seio de uma família numerosa que se reunia aos domingos sem, no entanto, que os seus nomes fossem esquecidos durante os outros dias da semana. Existia um vínculo invisível que fazia com que [...]
AURORA
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias on Setembro 10, 2007 | Deixar um Comentário »
Que a tristeza seja um breve instante nesta existência Pois que nem o sol nem a lua estão imóveis no céu Só assim passam-se as horas E podemos ver a linha do horizonte Percebemos o abrir e fechar do véu Para só então vislumbrarmos a serenidade e persistência Do amanhecer que levanta a aurora Em [...]
LOUCAS SÃO AS NOITES
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias on Setembro 10, 2007 | Deixar um Comentário »
Eu fiz canções na madrugada sentado na cama de lençóis amarelos o incenso exalava miniaturas de eucaliptos no quarto, esta caixa que me cerca Escrevi uns versos e os vesti de música dei voz ao que me esvaziava saquei das cordas, invoquei o som e vi que dançavam sombras no candelabro Tudo ressoava no guarda [...]
ESCREVER E SER
Posted in De Outros Autores, Filosofia, Literatura, Olavo de Carvalho on Setembro 9, 2007 | Deixar um Comentário »
O escritor torna dizível o que não se sabia dizer Olavo de Carvalho Dos homens de letras que escrevem para jornais, somente uns poucos – eminentemente um Carlos Heitor Cony, um João Ubaldo – conservam ainda as características de escritores e não se rebaixam à condição de publicitários e cabos eleitorais. Tão raro e contrastante [...]
SOBRE A TRISTEZA
Posted in Conversa Fiada, Diário Fantástico, José Roldão, Literatura, Relatos on Setembro 5, 2007 | 2 Comentários »
Dizem que no universo existem fluxos de tristeza e quando não temos mais as defesas comuns a todo indivíduo (o que é desejável, em certo sentido), esse fluxo chega e nos trespassa de vez em quando. Algo inevitável – é o que dizem. É uma tristeza que não tem nada de pessoal. O que se [...]
IN-PACIÊNCIA
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias on Setembro 2, 2007 | Deixar um Comentário »
Um minuto, creio que seja o bastante Nada pode ser tão permanente que dure Intacto, por mais de um minuto, silente Penso dos objetos, corpos, adjetivos, estruturas Idéias permanecem, creio que sigam adiante Além mesmo daquele que às teve em mente De fato, por mais insalubre idéia, porém inebriante Como agir prematuramente, sem sombras, dedos [...]
FRAGMENTO DE UM CONTO INACABADO
Posted in Contos, José Roldão, Literatura on Setembro 2, 2007 | Deixar um Comentário »
Francis ouvia Chopin. É fácil imaginar a cena: um homem de feições sérias, sentado em uma poltrona escura, numa biblioteca escura, com livros de capas escuras. Quase podemos visualizar certa névoa no ambiente. Torna-se fácil imaginá-lo, pois Francis fuma charutos e neste momento mesmo está a fumar. A poltrona está virada para a janela de [...]




