“(A noite desce, e a lua brilha lá no fundo, engrinaldada de estrelas andarengas. Silêncio! Pelos caminhos, a vida, a vida se dilui na distância. Do poço escapa a alma das profundezas. Por ele se vê como que o outro lado do poente. E parece que de seu bojo vai sair o gigante da noite, senhor de todos os enigmas do mundo. Ó labirinto fantástico e silente, umbroso e perfumado parque, salão mágico e encantado!)
- Platero, se um dia eu me jogar neste poço, não será para matar-me, podes estar certo, mas sim para apanhar mais depressa as estrelas”.
Juan Ramón Jiménez – Trecho de “O Poço”, da obra “Platero e Eu”.




