“Ficou tudo em silêncio às primeiras palavras do célebre advogado. A sala inteira tinha os olhos fixos nele. Começou com uma simplicidade persuasiva, mas sem a menor jactância. Nenhuma pretensão à eloqüência e ao patético. Era um homem que conversava na intimidade de um círculo de amigos. Tinha uma bela voz, forte, agradável, em que [...]
Arquivo de Abril, 2008
DOSTOIÉVSKI – ORADORES PATÉTICOS
Posted in De Outros Autores, Dostoiévski, Fragmentos, Literatura, Literatura Russa, Romance, com etiqueta advogado, autores russos, Dostoiévski, irmãos karamázov, obra completa, oradores, patético on Abril 17, 2008 | 4 Comentários »
KAFKA – O LAÇO DIANTE DO ROSTO
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Kafka, Literatura on Abril 16, 2008 | 1 Comentário »
“É como quando alguém será enforcado. Se ele realmente é enforcado, morre e acaba tudo. Mas se tem de presenciar todos os preparativos para o enforcamento e só fica sabendo do indulto quando o laço pende diante de seu rosto, nesse caso ele talvez venha a sofrer a vida inteira por causa disso”. [ Kafka [...]
GONÇALO M. TAVARES – UMA VIAGEM A PÉ
Posted in Contos, De Outros Autores, Fragmentos, Gonçalo M. Tavares, Literatura, Literatura Portuguesa on Abril 12, 2008 | Deixar um Comentário »
O senhor Valéry andava sempre a pé. Muito rápido, com passinhos pequeninos. (Neste particular era parecido com o sr. Sommer, um vizinho). Um dia o senhor Valéry precisou de se deslocar a um ponto afastado da cidade. A pé demoraria dez horas. De comboio apenas vinte minutos. Depois de muito pensar o senhor Valéry decidiu [...]
VIRGÍNIA WOOLF – PERDER AMIGOS
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Literatura, Literatura Inglesa, Virgínia Woolf, com etiqueta Amizade, Frases, Literatura Inglesa, Virgínia Woolf on Abril 10, 2008 | 1 Comentário »
“As coisas se desprenderam de mim. Eu prolonguei certos desejos; eu perdi amigos, alguns para a morte… outros pela incapacidade de atravessar a rua.” [ Virginia Woolf ]
FERNANDO PESSOA – NUVENS
Posted in De Outros Autores, Fernando Pessoa, Fragmentos, Literatura, Literatura Portuguesa, com etiqueta Céu, Fernando Pessoa, Nuvens on Abril 7, 2008 | 1 Comentário »
“Nuvens… Hoje tenho consciência do céu, pois há dias em que não o olho mas sinto, vivendo na cidade e não na natureza que a inclui. Nuvens… São elas hoje a principal realidade, e preocupam-me como se o velar do céu fosse um dos grandes perigos de meu destino. Nuvens… Passam da barra para o [...]
DESERTO
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias, com etiqueta cárcere, choro, fuga, garganta on Abril 2, 2008 | Deixar um Comentário »
Tenho um choro retido na garganta Desses que ficam gritando encarcerados Não cedo as chaves nem descanso os olhos Que vigiam atentos qualquer tentativa de fuga Tenho um nó apertado na lembrança Desses que, se puxam, ficam mais apertados Não cedo atenção nem dilato os poros Que engelham a pele sentindo dor alguma Sinto como [...]




