Ouvindo Chopin. É possível imaginar uma biblioteca escura, uma única janela ao fundo, um homem sentado de frente para essa mesma janela, e nós a olharmos, observando-o ao fundo, vendo apenas suas costas. Não parece bem um homem, mas apenas a sombra de um homem que pensa e sente além, que se deixa levar pela obra do exímio pianista. Certamente o piano de Chopin preenche todo o ambiente, com suficiente e eficaz volume.
E eu fico aqui, observando essa cena, também me deixando levar, ouvindo Polonaise, de Chopin.
[ José Roldão ]
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