Nuno passava as tardes brincando quieto, em silêncio. Seus pais sempre dormiam após o almoço e ele ficava sozinho pela casa imensa. Quando somos pequenos todas as coisas parecem enormes. Ou será que vão encolhendo na medida em que crescemos? É de conhecimento público que nós é que crescemos, e na medida em que isso [...]
Arquivo de Julho, 2008
As Tardes de Nuno Mendes
Posted in Contos, Fragmentos, José Roldão, Literatura, Narrativas, Romance, com etiqueta Contos, infância, José Roldão, Medida das Coisas, Nuno Mendes, Tamanhos on Julho 30, 2008 | 2 Comentários »
Os Livros e a Viagem
Posted in Contos, Diário Fantástico, José Roldão, Literatura, Narrativas, Relatos, com etiqueta José Roldão, Livros, Passado, Presente, Ser, tempo, Viagem on Julho 29, 2008 | Deixar um Comentário »
Estava agora, neste instante (e não escrevo no passado, mas sim neste eterno presente), observando os livros em minha frente. Vertiginosamente atacaram-me pensamentos não tão absurdos quanto os que me acometem em sonhos – e o leitor deve acreditar que meus sonhos são mundos completos, inclusivos, e podem tanto alegrar quanto me agarrar em seus [...]
Banho, Chuva e Café na Janela
Posted in Contos, José Roldão, Literatura, Narrativas, com etiqueta Banho, Café, chuva, Janela, José Roldão, Pontes, Rotinas on Julho 29, 2008 | Deixar um Comentário »
Fim de tarde. A chave gira na fechadura. Chega a casa após mais um dia de trabalho e não pensa em outra coisa a não ser o banho. Depois: um café na janela. Sempre preferiu os dias chuvosos, aquela chuvinha fina que não passa. O banho. Sente a água morna cair sobre a cabeça e faz [...]
Albert Camus – Sobre o Exílio
Posted in Albert Camus, De Outros Autores, Fragmentos, Literatura, Literatura Francesa, Narrativas, Romance, com etiqueta A Peste, Albert Camus, Emoções, Exílio, Isolamento, Memória, Vazio on Julho 27, 2008 | 1 Comentário »
«Sim, era realmente o sentimento do exílio esse vazio que trazíamos constantemente em nós, essa emoção precisa, o desejo irracional de voltar atrás ou pelo contrário, de acelerar a marcha do tempo, essas flechas ardentes da memória» «Experimentava assim o sofrimento profundo de todos os prisioneiros e de todos os exilados, ou seja, viver com [...]
Juan Ramón Jiménez – A Viagem Definitiva
Posted in De Outros Autores, Juan Ramón Jiménez, Literatura, Literatura Espanhola, Poesias, Traduções, com etiqueta Fim, Juan Ramón Jiménez, morte, Poesia, Poetas, Viagem on Julho 25, 2008 | 3 Comentários »
Ir-me-ei embora. E ficarão os pássaros Cantando. E ficará o meu jardim com sua árvore verde E o seu poço branco. Todas as tardes o céu será azul e plácido, E tocarão, como esta tarde estão tocando, Os sinos do campanário. Morrerão os que me amaram E a aldeia se renovará todos os anos. E [...]
Confissões: Vergonha do Pão Com Manteiga na Escola
Posted in Absurdos, Crônicas, José Roldão, Narrativas, Relatos, com etiqueta Confissões, Escola, infância, Pão com Manteiga, Ridícularidades, Vergonha on Julho 25, 2008 | 2 Comentários »
HOJE, lembrei-me de uma coisa ridícula: vergonha de pão com manteiga, embrulhado em papel de padaria. Estudei por dez anos em uma escola classe média-alta, a mais cotada daquela época. Uma escola católica, método franciscano de ensino, com as adicionais aulas de religião, música, coral, artes e educação para o lar, isto é, aulas de [...]
MATEMATICAMENTE FALANDO…
Posted in Diário Fantástico, José Roldão, Literatura, com etiqueta Aliança, Amor, Casamento, Exaustão, Fio de Ariadne, Labirinto, Matemática, Minotauro, Noivado on Julho 23, 2008 | Deixar um Comentário »
Sentimo-nos exaustos. São muitos os dias se contarmos desde o início de cada um. Junte-se os dois e a matemática do tempo particular exaspera-se. Por isso equacionamos as duas vidas. Não se sabe mais ao certo para que lado fica a saída do labirinto, pois rompeu-se o Fio de Ariadne. Com o pedaço que nos [...]
DOIS GATOS
Posted in Diário Fantástico, José Roldão, Literatura, Relatos, com etiqueta Atropelamento, Carros, morte on Julho 23, 2008 | Deixar um Comentário »
Fui dar aulas. No caminho de ida, perto de casa ainda, olhei para a rua e vi dois gatinhos comendo os restos de algum animal que havia sido atropelado. Naquela rua passam muitos veículos, pois é passagem dos carros que saem da Rod. Presid. Dutra e vão pegar o viaduto, afim de fazer o retorno. [...]
PLANÍCIES
Posted in José Roldão, Literatura, Narrativas, com etiqueta criação, escrever, Escritor, Planícies, Solidão on Julho 6, 2008 | 5 Comentários »
Planícies. Cúmulo do estar sozinho. Existe maior sentimento de solidão do que estar em meio à planície? Todos os lados são paredes móveis de vento; é onde o céu adquire seu maior peso. Ao mesmo tempo, não existe céu mais belo, nem sol tão visível, nem lua mais presente, nem nuvens mais deslumbrantes. Pode-se imaginar [...]




