«Sim, era realmente o sentimento do exílio esse vazio que trazíamos constantemente em nós, essa emoção precisa, o desejo irracional de voltar atrás ou pelo contrário, de acelerar a marcha do tempo, essas flechas ardentes da memória»
«Experimentava assim o sofrimento profundo de todos os prisioneiros e de todos os exilados, ou seja, viver com uma memória que não serve pra nada»
[ Albert Camus - A Peste. Págs. 66, 67 e 68 - 12ª Edição 1999, Editora Record ]





A emmóira em exílio vai além do não servir apra nada. ela acaba por se reaprender, por usar novos códigos guradando coisas do passado. Nadda se prede nesse percurso de memória em exílio descrata-se o que de mais pesado e incorpora-se o que de melhro e mais ajustado se nos parece. Vide a vida e a memóira dos escravos que aqui foram exilados sem qualquer esperança de volta ao seu país natal. Eles são hoje memóira de um país que é o nosso, o Brasil.
Quanto ao exílio e a amemóira de que fala CAmus, entendo que seja assim para ele. Afinal Camus viveu um exílio interno desde suas primeiras obras. Na Peste, isso fica patente.
Grata pelo espçao de dialogo.