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Arquivo de Agosto, 2008

II – O MANÍACO
«Pessoas completamente mundanas nun­ca entendem sequer o mundo; elas confiam plenamente numas poucas máximas cínicas não verdadeiras. Lembro-me de que, certa vez, fiz um passeio com um editor de su­cesso, e ele fez uma observação que eu ouvira muitas vezes antes; é, na verdade, quase um lema do mundo moderno. Todavia, eu [...]

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Uma conhecida sensação tediosa invadiu este cômodo. De repente, eis que falta eletricidade. Olho da janela, que recosta do meu lado esquerdo, e vejo tudo escuro até onde a vista alcança. Em menos de um minuto, retorna a eletricidade (onde andavas? onde fostes?). Sim, retorna aqui em casa, pois, lá fora (a janela informa-me, cutuca-me), [...]

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«Flutuavam números na sua memória e dizia a si próprio que umas três dezenas de pestes que a história conheceu tinham feito perto de cem milhões de mortos. Mas que são cem milhões de mortos? Quando se faz a guerra, já é muito saber o que é um morto. E já que um homem morto [...]

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«Na aridez abrasada de sol do grande lago poeirento que, por mais leve que se pise, cobre a gente, até os olhos, de branca poeira peneirada, o menino e a fonte formam um grupo risonho e esplêndido, cada qual com a sua alma. Embora ali não haja uma única árvore, o coração, em chegando, se [...]

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