Matei o meu marido sim senhor, e daí? Andava já ressequida pela vida, abandonada junto aos móveis da casa e (casa? isto não se parece com uma) já não esperava nada de ti Pedro Afonso, nada, pois só ouvia-te a chamar-me pelo nome quando chegavas bêbado já tarde da noite e não era bem tu [...]
Arquivos para a Categoria ‘Contos’
Matei o meu marido sim senhor
Posted in Contos, José Roldão, Literatura, Literatura Portuguesa, morte, Narrativas on Março 27, 2010 | Deixar um Comentário »
O acorde desta canção que é a vida
Posted in Alvarenga, Contos, Diário Fantástico, Fragmentos, José Roldão, Literatura, Literatura Portuguesa, Narrativas, Relatos on Dezembro 8, 2009 | Deixar um Comentário »
Chegar à aldeia (capital do mundo) e encontrar os amigos enevoados por causa do tempo e da distância, desanuviar as feições, forçar a rouquidão que é a rusga da pressa no falar e logo todas as vozes em uníssono saindo pela boca do Miguel — Parece que foi ontem, pá enquanto o outro que leva [...]
Mudança e novo endereço!
Posted in Avisos, Blogs, Contos, José Roldão, Literatura, Notícias on Dezembro 22, 2008 | 1 Comentário »
Caros amigos, Estou agora com um domínio próprio e todo o conteúdo deste blog já foi transplantado para o mesmo. De agora em diante, vou publicar naquele endereço e só esporadicamente copiarei algo delá prá cá, a nível de manter este blog e nome, e também para que ninguém se perca no meio do caminho. [...]
As tardes de Nuno Mendes
Posted in Contos, José Roldão, Literatura, Narrativas, Romance, Solidão, com etiqueta Biografia, Família, Ficção, Infantil, Nuno Mendes, Tardes on Novembro 30, 2008 | 1 Comentário »
Nuno passava as tardes brincando quieto, em silêncio. Seus pais sempre dormiam após o almoço e ele ficava sozinho pela casa imensa. Quando somos pequenos todas as coisas parecem enormes. Ou será que vão encolhendo na medida em que crescemos? É de conhecimento público que nós é que crescemos, e na proporção em que isso [...]
A sombra
Posted in Contos, Diário Fantástico, José Roldão, Literatura, Narrativas, Relatos, Solidão, com etiqueta fuga, luz, mão, mesa, sombra, tabaco on Novembro 23, 2008 | 1 Comentário »
Uma insignificante sombra pousou sobre a mesa cor de tabaco. Quase não pude perceber a nuance, uma gradiente, que saltava de um lado para o outro, fugindo sistematicamente da minha mão incansável. Mentira. Cansava-se ao mesmo tempo em que meu braço: descansavam juntos, em uma trégua amigável e sem receios de que qualquer um dos [...]
PEDRO E SÍSIFO
Posted in Contos, José Roldão, Literatura, Narrativas, com etiqueta Cicatrizes, Feridas, Insistência, Muro, Pedra, Pedro, Sísifo on Setembro 21, 2008 | 1 Comentário »
Pedro insistia em bater com sua cabeça na parede, ou melhor, no muro à sua frente. Pedro, que aqui quer dizer também ‘pedra’, era insistente, porém o muro resistia. E ficava ali: batendo e se machucando, ferindo o rosto e reabrindo as feridas de outros dias. Algumas vezes identificava-se com Sísifo, mas o tempo passava… [...]
As Tardes de Nuno Mendes
Posted in Contos, Fragmentos, José Roldão, Literatura, Narrativas, Romance, com etiqueta Contos, infância, José Roldão, Medida das Coisas, Nuno Mendes, Tamanhos on Julho 30, 2008 | 2 Comentários »
Nuno passava as tardes brincando quieto, em silêncio. Seus pais sempre dormiam após o almoço e ele ficava sozinho pela casa imensa. Quando somos pequenos todas as coisas parecem enormes. Ou será que vão encolhendo na medida em que crescemos? É de conhecimento público que nós é que crescemos, e na medida em que isso [...]
Os Livros e a Viagem
Posted in Contos, Diário Fantástico, José Roldão, Literatura, Narrativas, Relatos, com etiqueta José Roldão, Livros, Passado, Presente, Ser, tempo, Viagem on Julho 29, 2008 | Deixar um Comentário »
Estava agora, neste instante (e não escrevo no passado, mas sim neste eterno presente), observando os livros em minha frente. Vertiginosamente atacaram-me pensamentos não tão absurdos quanto os que me acometem em sonhos – e o leitor deve acreditar que meus sonhos são mundos completos, inclusivos, e podem tanto alegrar quanto me agarrar em seus [...]
Banho, Chuva e Café na Janela
Posted in Contos, José Roldão, Literatura, Narrativas, com etiqueta Banho, Café, chuva, Janela, José Roldão, Pontes, Rotinas on Julho 29, 2008 | Deixar um Comentário »
Fim de tarde. A chave gira na fechadura. Chega a casa após mais um dia de trabalho e não pensa em outra coisa a não ser o banho. Depois: um café na janela. Sempre preferiu os dias chuvosos, aquela chuvinha fina que não passa. O banho. Sente a água morna cair sobre a cabeça e faz [...]
A PACIENTE
Posted in Contos, José Roldão, Literatura, Relatos, com etiqueta dedos, gravidez, mãos, Médico, medicina, paciente on Maio 4, 2008 | Deixar um Comentário »
O médico toca com os dedos a barriga da mulher grávida. Seus olhos cruzam com os da paciente por alguns instantes. Ela parece estar bem de saúde; e também o bebê. A mulher segura a mão do médico, separa-lhe os dedos e entrelaça com os seus: «Doutor, uma vida quer rebentar de dentro de mim». [...]
GONÇALO M. TAVARES – UMA VIAGEM A PÉ
Posted in Contos, De Outros Autores, Fragmentos, Gonçalo M. Tavares, Literatura, Literatura Portuguesa on Abril 12, 2008 | Deixar um Comentário »
O senhor Valéry andava sempre a pé. Muito rápido, com passinhos pequeninos. (Neste particular era parecido com o sr. Sommer, um vizinho). Um dia o senhor Valéry precisou de se deslocar a um ponto afastado da cidade. A pé demoraria dez horas. De comboio apenas vinte minutos. Depois de muito pensar o senhor Valéry decidiu [...]
novo blog: cidade solitária
Posted in Avisos, Blogs, Contos, José Roldão, Literatura, Notícias, Poesias, Relatos, Religião, com etiqueta Cidade Solitária, Fernando Namora, Ficção, Fragmentos de Tempo, José Roldão, Narrativas, Novo Blog, Novo Endereço on Março 12, 2008 | 1 Comentário »
Estou com mais um blog, chamado: CIDADE SOLITÁRIA, neste link: http://jroldao.wordpress.com/ O título, como alguns devem perceber, é inspirado na obra do escritor-médico-português Fernando Namora; uma coleção de narrativas que tem o mesmo nome. Aliás, Fernando Namora é um de meus autores preferidíssimos. Qual o motivo para criar outro blog? Não sei mesmo porque, mas [...]
KAFKA – FÁBULA CURTA
Posted in Contos, De Outros Autores, Kafka, Literatura on Dezembro 13, 2007 | Deixar um Comentário »
Franz Kafka Tradução de Torrieri Guimarães “Ai de mim!”, disse o rato, “o mundo vai ficando dia a dia mais estreito”. “Outrora, tão grande era que ganhei medo e corri, corri até que finalmente fiquei contente por ver aparecerem muros de ambos os lados do horizonte, mas estes altos muros correm tão rapidamente um ao [...]
PLACEBO
Posted in Absurdos, Contos, Diário Fantástico, José Roldão, Literatura, Relatos on Outubro 14, 2007 | Deixar um Comentário »
O dia hoje estava diferente. Acordei sentindo que outra pessoa sentava ao meu lado na cama. A cama cedeu com o peso de mais um outro corpo. Pensei que era ela. Senti alguém se esticando por cima de mim e apoiando uma das mãos na frente de minha barriga, fazendo um arco com o braço. [...]
EM CÍRCULOS
Posted in Absurdos, Contos, José Roldão, Relatos on Setembro 13, 2007 | 1 Comentário »
Sempre agia assim. Corria de um lado para o outro, como se dessa forma pudesse encontrar, aos círculos, a resposta pairando pelo cômodo e, como se a pudesse engolir e digerir, ao invés de ruminá-la; ao invés de saboreá-la e chegar ao cerne da questão. Intentava a solução de todos os problemas em vista. Tolo! [...]
JUAN RAMÓN JIMÉNEZ – O POÇO
Posted in Contos, De Outros Autores, Frases, Juan Ramón Jiménez, Literatura, Literatura Espanhola, Poesias on Setembro 10, 2007 | Deixar um Comentário »
“(A noite desce, e a lua brilha lá no fundo, engrinaldada de estrelas andarengas. Silêncio! Pelos caminhos, a vida, a vida se dilui na distância. Do poço escapa a alma das profundezas. Por ele se vê como que o outro lado do poente. E parece que de seu bojo vai sair o gigante da noite, [...]
UM MENINO CHAMADO EU
Posted in Contos, Diário Fantástico, Literatura, Literatura Portuguesa, Relatos on Setembro 10, 2007 | 7 Comentários »
Era uma vez um menino que se chamava Eu. Sim, é um nome absurdo, mas era esse o seu nome. Crescera no seio de uma família numerosa que se reunia aos domingos sem, no entanto, que os seus nomes fossem esquecidos durante os outros dias da semana. Existia um vínculo invisível que fazia com que [...]
FRAGMENTO DE UM CONTO INACABADO
Posted in Contos, José Roldão, Literatura on Setembro 2, 2007 | Deixar um Comentário »
Francis ouvia Chopin. É fácil imaginar a cena: um homem de feições sérias, sentado em uma poltrona escura, numa biblioteca escura, com livros de capas escuras. Quase podemos visualizar certa névoa no ambiente. Torna-se fácil imaginá-lo, pois Francis fuma charutos e neste momento mesmo está a fumar. A poltrona está virada para a janela de [...]
Marcapasso
Posted in Contos, José Roldão on Outubro 19, 2006 | Deixar um Comentário »
Acreditava mesmo que o vento frio – que me entrecortava a face – passaria sem deixar vestígios. Tolo engano! Olhei para trás e lá estavam as pegadas, bem sulcadas na neve. Foi então que me surgiu a idéia estupenda de alterar o cenário: ao invés da neve, areia de praia! E assim fiz! Que maravilha! [...]




