“É preciso lembrarmo-nos de que, como a Europa é um todo (…), assim a literatura europeia é um todo, de que os diversos membros não podem florescer se a mesma corrente sanguínea não circular através de todo o corpo. A corrente sanguínea da literatura europeia é latina e grega – não como dois sistemas circulatórios, [...]
Arquivos para a Categoria ‘De Outros Autores’
Medida comum de excelência em literatura (T.S.Eliot)
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Literatura, T.S.Eliot on Março 27, 2010 | Deixar um Comentário »
Gonçalo M. Tavares – Excerto do livro Senhor Brecht
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Gonçalo M. Tavares, Literatura, Literatura Portuguesa, Narrativas, com etiqueta Brecht, Casa da Palavra, Gonçalo M. Tavares, Livro, O Bairro, Senhor Brecht on Novembro 28, 2008 | 3 Comentários »
“Era uma livraria que vendia um único livro. Havia 100 mil exemplares numerados do mesmo livro. Como em qualquer outra livraria os compradores demoravam-se, hesitando no número a escolher”. (Gonçalo M. Tavares – O Senhor Brecht, Editora Casa da Palavra, 1ª Edição)
Gonçalo M. Tavares – A morte do pai
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Gonçalo M. Tavares, Literatura Portuguesa, morte, Poesias, Solidão, com etiqueta 1, Cadáver, coração, Gonçalo M. Tavares, morte, Pai, Poesia, Português on Novembro 26, 2008 | 2 Comentários »
O pai morreu e ele, que era duro, endureceu mais. Informou da existência do cadáver como quem relembra um pormenor. Amava o pai, mas o coração é assim (a lei da sobrevivência): esconde-se quando o querem matar. ( 1 – Gonçalo M. Tavares, Editora Bertrand Brasil 2005)
Gonçalo M. Tavares assina contrato com editora francesa
Posted in De Outros Autores, Gonçalo M. Tavares, Literatura, Literatura Portuguesa, Notícias, com etiqueta Editoras, França, Gonçalo M. Tavares, Jerusalém, Lisboa, Literatura, Literatura Portuguesa, O Senhor Valery on Novembro 11, 2008 | Deixar um Comentário »
Paris, 11 Nov (Lusa) – Gonçalo M. Tavares assinou um contrato com a editora francesa Viviane Hamy para a publicação de “sete ou oito livros”, entre os quais “uma tetralogia de romances”, disse o escritor à Lusa. A editora Viviane Hamy, que publicou o romance “Jerusalém” e “O Senhor Valery”, parece ter uma especial queda [...]
A Total Autoconfiança é Uma Fraqueza
Posted in Chesterton, De Outros Autores, Filosofia, Fragmentos, Literatura, Literatura Inglesa, Narrativas, Relatos, com etiqueta Acreditar em si mesmo, Autoconfiança, Chesterton, Filosofia, Loucos, Ortodoxia on Agosto 8, 2008 | 1 Comentário »
II – O MANÍACO «Pessoas completamente mundanas nunca entendem sequer o mundo; elas confiam plenamente numas poucas máximas cínicas não verdadeiras. Lembro-me de que, certa vez, fiz um passeio com um editor de sucesso, e ele fez uma observação que eu ouvira muitas vezes antes; é, na verdade, quase um lema do mundo moderno. Todavia, [...]
Camus – Sobre os Mortos Semeados na História
Posted in Albert Camus, De Outros Autores, Fragmentos, Literatura, Literatura Francesa, Narrativas, Romance, com etiqueta A Peste, Albert Camus, Cadáveres, Corpos, Mortos, Significado on Agosto 1, 2008 | Deixar um Comentário »
«Flutuavam números na sua memória e dizia a si próprio que umas três dezenas de pestes que a história conheceu tinham feito perto de cem milhões de mortos. Mas que são cem milhões de mortos? Quando se faz a guerra, já é muito saber o que é um morto. E já que um homem morto [...]
Platero e Eu – O Menino e a Fonte
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Juan Ramón Jiménez, Literatura, Literatura Espanhola, Narrativas, Relatos, Romance, Traduções, com etiqueta Alma, Água, Fonte, Juan Ramón Jiménez, menino, Platero e Eu, sol, vento on Agosto 1, 2008 | Deixar um Comentário »
«Na aridez abrasada de sol do grande lago poeirento que, por mais leve que se pise, cobre a gente, até os olhos, de branca poeira peneirada, o menino e a fonte formam um grupo risonho e esplêndido, cada qual com a sua alma. Embora ali não haja uma única árvore, o coração, em chegando, se [...]
Albert Camus – Sobre o Exílio
Posted in Albert Camus, De Outros Autores, Fragmentos, Literatura, Literatura Francesa, Narrativas, Romance, com etiqueta A Peste, Albert Camus, Emoções, Exílio, Isolamento, Memória, Vazio on Julho 27, 2008 | 1 Comentário »
«Sim, era realmente o sentimento do exílio esse vazio que trazíamos constantemente em nós, essa emoção precisa, o desejo irracional de voltar atrás ou pelo contrário, de acelerar a marcha do tempo, essas flechas ardentes da memória» «Experimentava assim o sofrimento profundo de todos os prisioneiros e de todos os exilados, ou seja, viver com [...]
Juan Ramón Jiménez – A Viagem Definitiva
Posted in De Outros Autores, Juan Ramón Jiménez, Literatura, Literatura Espanhola, Poesias, Traduções, com etiqueta Fim, Juan Ramón Jiménez, morte, Poesia, Poetas, Viagem on Julho 25, 2008 | 3 Comentários »
Ir-me-ei embora. E ficarão os pássaros Cantando. E ficará o meu jardim com sua árvore verde E o seu poço branco. Todas as tardes o céu será azul e plácido, E tocarão, como esta tarde estão tocando, Os sinos do campanário. Morrerão os que me amaram E a aldeia se renovará todos os anos. E [...]
DOSTOIÉVSKI – ORADORES PATÉTICOS
Posted in De Outros Autores, Dostoiévski, Fragmentos, Literatura, Literatura Russa, Romance, com etiqueta advogado, autores russos, Dostoiévski, irmãos karamázov, obra completa, oradores, patético on Abril 17, 2008 | 4 Comentários »
“Ficou tudo em silêncio às primeiras palavras do célebre advogado. A sala inteira tinha os olhos fixos nele. Começou com uma simplicidade persuasiva, mas sem a menor jactância. Nenhuma pretensão à eloqüência e ao patético. Era um homem que conversava na intimidade de um círculo de amigos. Tinha uma bela voz, forte, agradável, em que [...]
KAFKA – O LAÇO DIANTE DO ROSTO
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Kafka, Literatura on Abril 16, 2008 | 1 Comentário »
“É como quando alguém será enforcado. Se ele realmente é enforcado, morre e acaba tudo. Mas se tem de presenciar todos os preparativos para o enforcamento e só fica sabendo do indulto quando o laço pende diante de seu rosto, nesse caso ele talvez venha a sofrer a vida inteira por causa disso”. [ Kafka [...]
GONÇALO M. TAVARES – UMA VIAGEM A PÉ
Posted in Contos, De Outros Autores, Fragmentos, Gonçalo M. Tavares, Literatura, Literatura Portuguesa on Abril 12, 2008 | Deixar um Comentário »
O senhor Valéry andava sempre a pé. Muito rápido, com passinhos pequeninos. (Neste particular era parecido com o sr. Sommer, um vizinho). Um dia o senhor Valéry precisou de se deslocar a um ponto afastado da cidade. A pé demoraria dez horas. De comboio apenas vinte minutos. Depois de muito pensar o senhor Valéry decidiu [...]
VIRGÍNIA WOOLF – PERDER AMIGOS
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Literatura, Literatura Inglesa, Virgínia Woolf, com etiqueta Amizade, Frases, Literatura Inglesa, Virgínia Woolf on Abril 10, 2008 | 1 Comentário »
“As coisas se desprenderam de mim. Eu prolonguei certos desejos; eu perdi amigos, alguns para a morte… outros pela incapacidade de atravessar a rua.” [ Virginia Woolf ]
FERNANDO PESSOA – NUVENS
Posted in De Outros Autores, Fernando Pessoa, Fragmentos, Literatura, Literatura Portuguesa, com etiqueta Céu, Fernando Pessoa, Nuvens on Abril 7, 2008 | 1 Comentário »
“Nuvens… Hoje tenho consciência do céu, pois há dias em que não o olho mas sinto, vivendo na cidade e não na natureza que a inclui. Nuvens… São elas hoje a principal realidade, e preocupam-me como se o velar do céu fosse um dos grandes perigos de meu destino. Nuvens… Passam da barra para o [...]
FERNANDO PESSOA – SER POETA
Posted in De Outros Autores, Literatura, Literatura Portuguesa, Poesias, com etiqueta Fernando Pessoa, Poesia, poeta, Portugal, Solidão, sozinho, Versos on Março 19, 2008 | 2 Comentários »
“Ser poeta não é uma ambição minha É a minha maneira de estar sozinho” – [ Fernando Pessoa - O Guardador de Rebanhos ]
FERNANDO PESSOA – QUANDO ELA PASSA
Posted in De Outros Autores, Fernando Pessoa, Literatura, Literatura Portuguesa, Poesias, com etiqueta Fernando Pessoa, Poesia, Portugal, Versos on Fevereiro 25, 2008 | Deixar um Comentário »
Quando eu me sento à janela P’los vidros qu’a neve embaça Vejo a doce imagem d’elia Quando passa… passa…. passa… Lançou-me a mágoa seu véu: Menos um ser n’este mundo E mais um anjo no céu. Quando eu me sento à janela P’los vidros qu’a neve embaça Julgo ver imagem dela Que já não passa… [...]
fernando pessoa – pré-texto
Posted in De Outros Autores, Fernando Pessoa, Literatura, Literatura Portuguesa, Poesias, com etiqueta Fernando Pessoa, Poesia, Portugal, Versos on Dezembro 27, 2007 | 1 Comentário »
“E afinal o que eu quero é fé e calma E não ter essas sensações confusas Deus que acabe com isto! Abra as eclusas E basta de comédias na minh’alma.” [Fernando Pessoa - Opiário]
KAFKA – FÁBULA CURTA
Posted in Contos, De Outros Autores, Kafka, Literatura on Dezembro 13, 2007 | Deixar um Comentário »
Franz Kafka Tradução de Torrieri Guimarães “Ai de mim!”, disse o rato, “o mundo vai ficando dia a dia mais estreito”. “Outrora, tão grande era que ganhei medo e corri, corri até que finalmente fiquei contente por ver aparecerem muros de ambos os lados do horizonte, mas estes altos muros correm tão rapidamente um ao [...]
RADIOHEAD – FAKE PLASTIC TREES (CLIP)
Posted in De Outros Autores, Música, Vídeos, com etiqueta clip, fake plastic trees, Música, Radiohead, video on Dezembro 12, 2007 | Deixar um Comentário »
RADIOHEAD – FAKE PLASTIC TREES (TRADUÇÃO)
Posted in De Outros Autores, Letras de Músicas, Música, Traduções, com etiqueta fake plastic trees, letras, Música, Radiohead, Traduções on Dezembro 12, 2007 | Deixar um Comentário »
FAKE PLASTIC TREES ÁRVORES ARTIFICIAIS DE PLÁSTICO (Radiohead) Seu regador verde de plástico para sua imitação chinesa de planta feita de borracha na terra artificial de plástico que ela comprou de um homem de borracha em uma cidade cheia de planos de borracha para se livrar de si mesma Isto a desgasta Ela mora com [...]
Bilhete de Viagem
Posted in De Outros Autores, Frases, Gonçalo M. Tavares, Literatura, Literatura Portuguesa on Setembro 25, 2007 | Deixar um Comentário »
“Um homem, entretanto, tinha um bilhete de viagem para a própria alma, mas desconhecia o local de embarque” [ Gonçalo M. Tavares ]
O Retorno do Herói
Posted in De Outros Autores, Literatura, Poesias on Setembro 25, 2007 | Deixar um Comentário »
Ao contrário do que planejamos Ao contrário do que estava no roteiro Não haverá um retorno ao lar O herói não será erguido pela multidão extasiada E nem será imortalizado em camisetas de adolescentes O fim passará desapercebido Os olhos verão apenas a poeira erguida E quando ela baixar Haverá apenas a estrada Será simples [...]
MIGUEL TORGA – ADÁGIO
Posted in De Outros Autores, Literatura, Literatura Portuguesa, Miguel Torga, Poesias on Setembro 21, 2007 | 1 Comentário »
“Tão curta a vida e tão comprido o tempo!… Feliz quem não o sente. Quem respira tão fundo O ar do mundo, Que vive em cada instante eternamente.” [ Miguel Torga ]
CLARICE LISPECTOR – EXCERTO
Posted in Clarice Lispector, De Outros Autores, Literatura, Literatura Brasileira on Setembro 14, 2007 | 2 Comentários »
Faço parte de uma lista sobre literatura e um outro participante enviou este trecho de Clarice Lispector. Muitos podem ler e não perceberem nada demais: coisa simples, sem nexo, fraquinho. Ao contrário, ouso afirmar, isto é poesia pura, em amplos sentidos. Bons ventos! José Roldão – Papai, inventei uma poesia. – Como é o nome? [...]
SCHOPENHAUER – A VIDA E OS SONHOS, PÁGINAS DE UM LIVRO ÚNICO
Posted in De Outros Autores, Filosofia, Literatura, Relatos, Schopenhauer on Setembro 13, 2007 | Deixar um Comentário »
“ A vida e os sonhos são as páginas de um livro único; a leitura seguida dessas páginas é o que se chama a vida real; mas quando o tempo habitual da leitura (o dia) passa, e chega a hora do repouso, continuamos a folhear negligentemente o livro, abrindo-o ao acaso nesse ou naquele lugar, [...]
FERNANDO PESSOA – DIZEM QUE FINJO OU MINTO
Posted in De Outros Autores, Fernando Pessoa, Literatura Portuguesa, Poesias on Setembro 13, 2007 | 1 Comentário »
Dizem que finjo ou minto Tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto Com a imaginação. Não uso o coração. Tudo o que sonho ou passo, O que me falha ou finda, É como que um terraço Sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda. Por isso escrevo em meio Do que não está [...]
JUAN RAMÓN JIMÉNEZ – O POÇO
Posted in Contos, De Outros Autores, Frases, Juan Ramón Jiménez, Literatura, Literatura Espanhola, Poesias on Setembro 10, 2007 | Deixar um Comentário »
“(A noite desce, e a lua brilha lá no fundo, engrinaldada de estrelas andarengas. Silêncio! Pelos caminhos, a vida, a vida se dilui na distância. Do poço escapa a alma das profundezas. Por ele se vê como que o outro lado do poente. E parece que de seu bojo vai sair o gigante da noite, [...]




