“É preciso lembrarmo-nos de que, como a Europa é um todo (…), assim a literatura europeia é um todo, de que os diversos membros não podem florescer se a mesma corrente sanguínea não circular através de todo o corpo. A corrente sanguínea da literatura europeia é latina e grega – não como dois sistemas circulatórios, [...]
Arquivos para a Categoria ‘Fragmentos’
Medida comum de excelência em literatura (T.S.Eliot)
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Literatura, T.S.Eliot on Março 27, 2010 | Deixar um Comentário »
Seria o aniversário de meu pai
Posted in Crônicas, Diário Fantástico, Fragmentos, José Roldão, Literatura, Literatura Portuguesa on Dezembro 8, 2009 | Deixar um Comentário »
Meu pai ensinou-me a jogar damas quando eu era ainda bem pequeno. Ganhou todas as partidas por anos a fio. Fui crescendo; no entanto não o vencia. Fiquei tão bom no jogo de damas que ninguém da minha rua queria mais jogar comigo, pois ganhava a todos. Só ao meu pai que não. Certa noite, [...]
Manual da Madrugada
Posted in Fragmentos, José Roldão, Literatura, Literatura Portuguesa, Narrativas, Relatos, Solidão on Dezembro 8, 2009 | Deixar um Comentário »
Sozinho, durante a madrugada, olhando as casas e as ruas da minha janela, eu fico imaginando as pessoas dormindo. Olho para os postes, pontos de luz que deixam os caminhos em sépia (…) Continue lendo…
Um sonho ao passado
Posted in Diário Fantástico, Fragmentos, José Roldão, Literatura, Literatura Portuguesa, Narrativas, Relatos on Dezembro 8, 2009 | Deixar um Comentário »
Ando cá fechado em minha torre, meio isolado do mundo em um momento de transição, daqueles em que são estendidas no varal notas de solidão querida, desejada, como se a única coisa que importasse fosse ruminar a vida em silêncio. Há roupa para lavar, mas finjo que me esqueço; há-de haver um tempo certo para [...]
O acorde desta canção que é a vida
Posted in Alvarenga, Contos, Diário Fantástico, Fragmentos, José Roldão, Literatura, Literatura Portuguesa, Narrativas, Relatos on Dezembro 8, 2009 | Deixar um Comentário »
Chegar à aldeia (capital do mundo) e encontrar os amigos enevoados por causa do tempo e da distância, desanuviar as feições, forçar a rouquidão que é a rusga da pressa no falar e logo todas as vozes em uníssono saindo pela boca do Miguel — Parece que foi ontem, pá enquanto o outro que leva [...]
Gonçalo M. Tavares – Excerto do livro Senhor Brecht
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Gonçalo M. Tavares, Literatura, Literatura Portuguesa, Narrativas, com etiqueta Brecht, Casa da Palavra, Gonçalo M. Tavares, Livro, O Bairro, Senhor Brecht on Novembro 28, 2008 | 3 Comentários »
“Era uma livraria que vendia um único livro. Havia 100 mil exemplares numerados do mesmo livro. Como em qualquer outra livraria os compradores demoravam-se, hesitando no número a escolher”. (Gonçalo M. Tavares – O Senhor Brecht, Editora Casa da Palavra, 1ª Edição)
Gonçalo M. Tavares – A morte do pai
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Gonçalo M. Tavares, Literatura Portuguesa, morte, Poesias, Solidão, com etiqueta 1, Cadáver, coração, Gonçalo M. Tavares, morte, Pai, Poesia, Português on Novembro 26, 2008 | 2 Comentários »
O pai morreu e ele, que era duro, endureceu mais. Informou da existência do cadáver como quem relembra um pormenor. Amava o pai, mas o coração é assim (a lei da sobrevivência): esconde-se quando o querem matar. ( 1 – Gonçalo M. Tavares, Editora Bertrand Brasil 2005)
A MULHER ESTÁ MORTA
Posted in Diário Fantástico, Relatos, Crônicas, Literatura, Fragmentos, José Roldão, Narrativas, morte, Solidão, com etiqueta Solidão, morte, Vazio, Mulher, Vizinha, Ambulância, Maca, Enfermeiros on Novembro 9, 2008 | 2 Comentários »
Esta semana olhei pela janela de manhã e vi que uma ambulância estava parada à porta da casa do outro lado da rua. Eu sabia de antemão que a mulher estava doente e já não reconhecia aos amigos. Não houve suspense, apenas a constatação serena dos fatos. Um assistente pegou uma maca e a levou [...]
A Total Autoconfiança é Uma Fraqueza
Posted in Chesterton, De Outros Autores, Filosofia, Fragmentos, Literatura, Literatura Inglesa, Narrativas, Relatos, com etiqueta Acreditar em si mesmo, Autoconfiança, Chesterton, Filosofia, Loucos, Ortodoxia on Agosto 8, 2008 | 1 Comentário »
II – O MANÍACO «Pessoas completamente mundanas nunca entendem sequer o mundo; elas confiam plenamente numas poucas máximas cínicas não verdadeiras. Lembro-me de que, certa vez, fiz um passeio com um editor de sucesso, e ele fez uma observação que eu ouvira muitas vezes antes; é, na verdade, quase um lema do mundo moderno. Todavia, [...]
Camus – Sobre os Mortos Semeados na História
Posted in Albert Camus, De Outros Autores, Fragmentos, Literatura, Literatura Francesa, Narrativas, Romance, com etiqueta A Peste, Albert Camus, Cadáveres, Corpos, Mortos, Significado on Agosto 1, 2008 | Deixar um Comentário »
«Flutuavam números na sua memória e dizia a si próprio que umas três dezenas de pestes que a história conheceu tinham feito perto de cem milhões de mortos. Mas que são cem milhões de mortos? Quando se faz a guerra, já é muito saber o que é um morto. E já que um homem morto [...]
Platero e Eu – O Menino e a Fonte
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Juan Ramón Jiménez, Literatura, Literatura Espanhola, Narrativas, Relatos, Romance, Traduções, com etiqueta Alma, Água, Fonte, Juan Ramón Jiménez, menino, Platero e Eu, sol, vento on Agosto 1, 2008 | Deixar um Comentário »
«Na aridez abrasada de sol do grande lago poeirento que, por mais leve que se pise, cobre a gente, até os olhos, de branca poeira peneirada, o menino e a fonte formam um grupo risonho e esplêndido, cada qual com a sua alma. Embora ali não haja uma única árvore, o coração, em chegando, se [...]
As Tardes de Nuno Mendes
Posted in Contos, Fragmentos, José Roldão, Literatura, Narrativas, Romance, com etiqueta Contos, infância, José Roldão, Medida das Coisas, Nuno Mendes, Tamanhos on Julho 30, 2008 | 2 Comentários »
Nuno passava as tardes brincando quieto, em silêncio. Seus pais sempre dormiam após o almoço e ele ficava sozinho pela casa imensa. Quando somos pequenos todas as coisas parecem enormes. Ou será que vão encolhendo na medida em que crescemos? É de conhecimento público que nós é que crescemos, e na medida em que isso [...]
Albert Camus – Sobre o Exílio
Posted in Albert Camus, De Outros Autores, Fragmentos, Literatura, Literatura Francesa, Narrativas, Romance, com etiqueta A Peste, Albert Camus, Emoções, Exílio, Isolamento, Memória, Vazio on Julho 27, 2008 | 1 Comentário »
«Sim, era realmente o sentimento do exílio esse vazio que trazíamos constantemente em nós, essa emoção precisa, o desejo irracional de voltar atrás ou pelo contrário, de acelerar a marcha do tempo, essas flechas ardentes da memória» «Experimentava assim o sofrimento profundo de todos os prisioneiros e de todos os exilados, ou seja, viver com [...]
DOSTOIÉVSKI – ORADORES PATÉTICOS
Posted in De Outros Autores, Dostoiévski, Fragmentos, Literatura, Literatura Russa, Romance, com etiqueta advogado, autores russos, Dostoiévski, irmãos karamázov, obra completa, oradores, patético on Abril 17, 2008 | 4 Comentários »
“Ficou tudo em silêncio às primeiras palavras do célebre advogado. A sala inteira tinha os olhos fixos nele. Começou com uma simplicidade persuasiva, mas sem a menor jactância. Nenhuma pretensão à eloqüência e ao patético. Era um homem que conversava na intimidade de um círculo de amigos. Tinha uma bela voz, forte, agradável, em que [...]
KAFKA – O LAÇO DIANTE DO ROSTO
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Kafka, Literatura on Abril 16, 2008 | 1 Comentário »
“É como quando alguém será enforcado. Se ele realmente é enforcado, morre e acaba tudo. Mas se tem de presenciar todos os preparativos para o enforcamento e só fica sabendo do indulto quando o laço pende diante de seu rosto, nesse caso ele talvez venha a sofrer a vida inteira por causa disso”. [ Kafka [...]
GONÇALO M. TAVARES – UMA VIAGEM A PÉ
Posted in Contos, De Outros Autores, Fragmentos, Gonçalo M. Tavares, Literatura, Literatura Portuguesa on Abril 12, 2008 | Deixar um Comentário »
O senhor Valéry andava sempre a pé. Muito rápido, com passinhos pequeninos. (Neste particular era parecido com o sr. Sommer, um vizinho). Um dia o senhor Valéry precisou de se deslocar a um ponto afastado da cidade. A pé demoraria dez horas. De comboio apenas vinte minutos. Depois de muito pensar o senhor Valéry decidiu [...]
VIRGÍNIA WOOLF – PERDER AMIGOS
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Literatura, Literatura Inglesa, Virgínia Woolf, com etiqueta Amizade, Frases, Literatura Inglesa, Virgínia Woolf on Abril 10, 2008 | 1 Comentário »
“As coisas se desprenderam de mim. Eu prolonguei certos desejos; eu perdi amigos, alguns para a morte… outros pela incapacidade de atravessar a rua.” [ Virginia Woolf ]
FERNANDO PESSOA – NUVENS
Posted in De Outros Autores, Fernando Pessoa, Fragmentos, Literatura, Literatura Portuguesa, com etiqueta Céu, Fernando Pessoa, Nuvens on Abril 7, 2008 | 1 Comentário »
“Nuvens… Hoje tenho consciência do céu, pois há dias em que não o olho mas sinto, vivendo na cidade e não na natureza que a inclui. Nuvens… São elas hoje a principal realidade, e preocupam-me como se o velar do céu fosse um dos grandes perigos de meu destino. Nuvens… Passam da barra para o [...]
FERNANDO NAMORA – RETALHOS
Posted in Fernando Namora, Fragmentos, Literatura Portuguesa, Romance, com etiqueta Excertos, Fenando Namora, Médico, Português, Retalhos on Março 20, 2008 | Deixar um Comentário »
“Há dias em que a melancolia chove dentro de nós como num pátio interior, atapetado de jornais velhos. Não se ouve, não se sente – mas rebrilha na sujidade densa. Eu estava num desses dias quando afastei a cortina e olhei pela janela a tarde que se ofuscara de repente, com pressa de se evadir [...]




