Eu gastando tantas letras e a pensar que deve haver um limite no Infinito, visto que no infinito não há tempo e as coisas por lá todas terminadas, em sua forma definitiva. Jogassem-me lá e eu perguntava — Olha, quantas letras eu escrevi? No entanto, depois de voltar ao presente, se eu ainda vivo, com [...]
Arquivos para a Categoria ‘Poesias’
Cada livro é um saco cheio de coisas
Posted in Crônicas, Diário Fantástico, José Roldão, Literatura, Poesias on Março 27, 2010 | 4 Comentários »
O labirinto que antecede as pontes
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias, Solidão, com etiqueta dúvidas, decisões, José Roldão, labirintos, Pontes, possibilidades on Março 4, 2009 | 6 Comentários »
Existem pontes São tantas E o problema de existirem assim Tantas É que ficamos parados (nos momentos decisivos) A olhar para cada uma delas Os olhos bem abertos Às diversas possibilidades E o problema de existirem assim Tantas É que ficamos perdidos (e nos esquecemos das pontes, por instantes) A pensar em cada uma delas [...]
O passar das coisas
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias, com etiqueta Arte, José Roldão, Memória, Poetas, Pressa, tempo on Novembro 28, 2008 | 1 Comentário »
Só percebemos o momento quando o buscamos no passado. O presente à nossa volta entorpece-nos, turva-nos os pensamentos. É preciso pressa; agora. Mais tarde, quando tudo se tornar memória, somos ainda capazes de retocar os acontecimentos. Pegamo-los para nós; arrancamo-los do tempo. Os que fazem isto com arte chamam-se poetas.
Gonçalo M. Tavares – A morte do pai
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Gonçalo M. Tavares, Literatura Portuguesa, morte, Poesias, Solidão, com etiqueta 1, Cadáver, coração, Gonçalo M. Tavares, morte, Pai, Poesia, Português on Novembro 26, 2008 | 2 Comentários »
O pai morreu e ele, que era duro, endureceu mais. Informou da existência do cadáver como quem relembra um pormenor. Amava o pai, mas o coração é assim (a lei da sobrevivência): esconde-se quando o querem matar. ( 1 – Gonçalo M. Tavares, Editora Bertrand Brasil 2005)
Juan Ramón Jiménez – A Viagem Definitiva
Posted in De Outros Autores, Juan Ramón Jiménez, Literatura, Literatura Espanhola, Poesias, Traduções, com etiqueta Fim, Juan Ramón Jiménez, morte, Poesia, Poetas, Viagem on Julho 25, 2008 | 3 Comentários »
Ir-me-ei embora. E ficarão os pássaros Cantando. E ficará o meu jardim com sua árvore verde E o seu poço branco. Todas as tardes o céu será azul e plácido, E tocarão, como esta tarde estão tocando, Os sinos do campanário. Morrerão os que me amaram E a aldeia se renovará todos os anos. E [...]
MUITA FUMAÇA ENTRE O POR DO SOL E EU
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias, Relatos on Maio 24, 2008 | 1 Comentário »
Muita fumaça entre o por do sol e eu Ele quase que já se foi Eu forço a vista como quem range os olhos Muita fumaça entre o por do sol e eu As luzes de um avião me encaram Está escuro aqui É difícil de me ver escondido dentro de uma janela Ao horizonte [...]
O MAPA
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias on Maio 4, 2008 | Deixar um Comentário »
Saber onde está o tesouro não basta! É preciso encontrar o caminho. Tem que pisar no caminho. Tem que ter os pés descalços, Pois é preciso endurecer a pele! É bom ter também os punhos fechados, Pois é preciso também ser forte! Ajuda muito ter os olhos bem abertos, Pois o tempo insiste em fechá-los. [...]
DESERTO
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias, com etiqueta cárcere, choro, fuga, garganta on Abril 2, 2008 | Deixar um Comentário »
Tenho um choro retido na garganta Desses que ficam gritando encarcerados Não cedo as chaves nem descanso os olhos Que vigiam atentos qualquer tentativa de fuga Tenho um nó apertado na lembrança Desses que, se puxam, ficam mais apertados Não cedo atenção nem dilato os poros Que engelham a pele sentindo dor alguma Sinto como [...]
DILÚVIO
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias, com etiqueta arca, coração, dilúvio, instintos, quarenta dias, quarenta noites, tempestade on Março 28, 2008 | Deixar um Comentário »
Turba-me a vista aquela paisagem Há tanto guardada na arca da memória Não foi bastante aquele dilúvio Pois, de par e par, todos os meus instintos Fechados comigo sofrendo a tempestade Debateram-se nas histórias, sem escrúpulos Algumas – invenções à flor-da-pele Outras – memórias, realidades; quase nada Por quarenta dias, arderam-me absurdos Por quarenta noites, [...]
FERNANDO PESSOA – SER POETA
Posted in De Outros Autores, Literatura, Literatura Portuguesa, Poesias, com etiqueta Fernando Pessoa, Poesia, poeta, Portugal, Solidão, sozinho, Versos on Março 19, 2008 | 2 Comentários »
“Ser poeta não é uma ambição minha É a minha maneira de estar sozinho” – [ Fernando Pessoa - O Guardador de Rebanhos ]
novo blog: cidade solitária
Posted in Avisos, Blogs, Contos, José Roldão, Literatura, Notícias, Poesias, Relatos, Religião, com etiqueta Cidade Solitária, Fernando Namora, Ficção, Fragmentos de Tempo, José Roldão, Narrativas, Novo Blog, Novo Endereço on Março 12, 2008 | 1 Comentário »
Estou com mais um blog, chamado: CIDADE SOLITÁRIA, neste link: http://jroldao.wordpress.com/ O título, como alguns devem perceber, é inspirado na obra do escritor-médico-português Fernando Namora; uma coleção de narrativas que tem o mesmo nome. Aliás, Fernando Namora é um de meus autores preferidíssimos. Qual o motivo para criar outro blog? Não sei mesmo porque, mas [...]
FERNANDO PESSOA – QUANDO ELA PASSA
Posted in De Outros Autores, Fernando Pessoa, Literatura, Literatura Portuguesa, Poesias, com etiqueta Fernando Pessoa, Poesia, Portugal, Versos on Fevereiro 25, 2008 | Deixar um Comentário »
Quando eu me sento à janela P’los vidros qu’a neve embaça Vejo a doce imagem d’elia Quando passa… passa…. passa… Lançou-me a mágoa seu véu: Menos um ser n’este mundo E mais um anjo no céu. Quando eu me sento à janela P’los vidros qu’a neve embaça Julgo ver imagem dela Que já não passa… [...]
fernando pessoa – pré-texto
Posted in De Outros Autores, Fernando Pessoa, Literatura, Literatura Portuguesa, Poesias, com etiqueta Fernando Pessoa, Poesia, Portugal, Versos on Dezembro 27, 2007 | 1 Comentário »
“E afinal o que eu quero é fé e calma E não ter essas sensações confusas Deus que acabe com isto! Abra as eclusas E basta de comédias na minh’alma.” [Fernando Pessoa - Opiário]
O Retorno do Herói
Posted in De Outros Autores, Literatura, Poesias on Setembro 25, 2007 | Deixar um Comentário »
Ao contrário do que planejamos Ao contrário do que estava no roteiro Não haverá um retorno ao lar O herói não será erguido pela multidão extasiada E nem será imortalizado em camisetas de adolescentes O fim passará desapercebido Os olhos verão apenas a poeira erguida E quando ela baixar Haverá apenas a estrada Será simples [...]
MIGUEL TORGA – ADÁGIO
Posted in De Outros Autores, Literatura, Literatura Portuguesa, Miguel Torga, Poesias on Setembro 21, 2007 | 1 Comentário »
“Tão curta a vida e tão comprido o tempo!… Feliz quem não o sente. Quem respira tão fundo O ar do mundo, Que vive em cada instante eternamente.” [ Miguel Torga ]
FERNANDO PESSOA – DIZEM QUE FINJO OU MINTO
Posted in De Outros Autores, Fernando Pessoa, Literatura Portuguesa, Poesias on Setembro 13, 2007 | 1 Comentário »
Dizem que finjo ou minto Tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto Com a imaginação. Não uso o coração. Tudo o que sonho ou passo, O que me falha ou finda, É como que um terraço Sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda. Por isso escrevo em meio Do que não está [...]
JUAN RAMÓN JIMÉNEZ – O POÇO
Posted in Contos, De Outros Autores, Frases, Juan Ramón Jiménez, Literatura, Literatura Espanhola, Poesias on Setembro 10, 2007 | Deixar um Comentário »
“(A noite desce, e a lua brilha lá no fundo, engrinaldada de estrelas andarengas. Silêncio! Pelos caminhos, a vida, a vida se dilui na distância. Do poço escapa a alma das profundezas. Por ele se vê como que o outro lado do poente. E parece que de seu bojo vai sair o gigante da noite, [...]
AURORA
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias on Setembro 10, 2007 | Deixar um Comentário »
Que a tristeza seja um breve instante nesta existência Pois que nem o sol nem a lua estão imóveis no céu Só assim passam-se as horas E podemos ver a linha do horizonte Percebemos o abrir e fechar do véu Para só então vislumbrarmos a serenidade e persistência Do amanhecer que levanta a aurora Em [...]
LOUCAS SÃO AS NOITES
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias on Setembro 10, 2007 | Deixar um Comentário »
Eu fiz canções na madrugada sentado na cama de lençóis amarelos o incenso exalava miniaturas de eucaliptos no quarto, esta caixa que me cerca Escrevi uns versos e os vesti de música dei voz ao que me esvaziava saquei das cordas, invoquei o som e vi que dançavam sombras no candelabro Tudo ressoava no guarda [...]
IN-PACIÊNCIA
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias on Setembro 2, 2007 | Deixar um Comentário »
Um minuto, creio que seja o bastante Nada pode ser tão permanente que dure Intacto, por mais de um minuto, silente Penso dos objetos, corpos, adjetivos, estruturas Idéias permanecem, creio que sigam adiante Além mesmo daquele que às teve em mente De fato, por mais insalubre idéia, porém inebriante Como agir prematuramente, sem sombras, dedos [...]
A POESIA É UM SONHAR POR ESCRITO
Posted in Diário Fantástico, Frases, José Roldão, Literatura, Poesias, Relatos on Agosto 30, 2007 | 1 Comentário »
A poesia tem o poder de contar ao leitor não apenas aquilo que ele pensa de si mesmo, mas até mesmo o que deixou de pensar por não sabê-lo. Pode ser também a maior de todas as vigílias – ou, quem sabe, o quase infinito da multiplicação de todas elas, mesmo dos seres que nunca [...]
ESPÍRITO ATENTO
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias, Relatos on Agosto 24, 2007 | 1 Comentário »
Estávamos na beira do abismo O vento soprava Tínhamos tempo Um pouco Mas nos bastava Fitávamos a planície A extensão das horas O calar da tarde Um sol que desaparecia Mas havia algo Sabíamos da espera Não tardaríamos a saber Então o vento parou O cheiro do mato assaltava O inseto avisava aos ouvidos A [...]
FERNANDO PESSOA – ASSIM COMO AS PALAVRAS…
Posted in De Outros Autores, Fernando Pessoa, Literatura, Literatura Portuguesa, Poesias on Agosto 22, 2007 | 1 Comentário »
Assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento, Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade. Mas, como a realidade pensada não é a dita, mas a pensada, Assim a mesma dita realidade existe, não o ser pensada. Assim tudo o que existe, simplesmente existe. O resto é uma espécie de sono [...]
PONTOS
Posted in José Roldão, Poesias, Religião on Agosto 10, 2007 | Deixar um Comentário »
tentei conversar com uma pedra não respondeu então falei sozinho respondi muitas coisas a mim mesmo a pedra parada ali, sobre a mesa será que a pedra não existe? existe, pois a vejo e sinto mas – pensemos (!) e se eu não existisse será que ela continuaria a existir mesmo sem pensar ou sentir [...]
FERNANDO PESSOA – O GUARDADOR DE REBANHOS
Posted in De Outros Autores, Fernando Pessoa, Frases, Literatura, Literatura Portuguesa, Poesias on Julho 25, 2007 | 2 Comentários »
[206] Eu nunca guardei rebanhos, Mas é como se os guardasse. Minha alma é como um pastor, Conhece o vento e o sol E anda pela mão das Estações A seguir e a olhar. Toda a paz da Natureza sem gente Vem sentar-se a meu lado. Mas eu fico triste como um pôr-de-sol [...]
Solidão Companheira
Posted in José Roldão, Poesias on Julho 3, 2007 | 1 Comentário »
Éramos simples e completos Estávamos vivos e atentos Tínhamos um sorriso público nos lábios E uma tristeza amiga na solidão Era assim… Não trazíamos dívidas no bolso Apenas as mãos descansadas Enquanto olhávamos pra frente sob o sol A paz fechando os olhos de satisfação Era mesmo assim… Aquele sossego suado na pele… Hoje, neste [...]
Ponto Final.
Posted in José Roldão, Poesias on Julho 3, 2007 | Deixar um Comentário »
hoje eu quero desesperadamente escrever desanuviar o semblante que entorpeceu gastar as mãos na folha lisa até que amasse olhar o branco manchado de tinta cinza debulhar o milho de minha infância degustar o vinho envelhecido no carvalho fugir do embuste que me armadilha soltar o grito rasgando a garganta arrastar a unha abrindo os [...]
Quem dera…
Posted in José Roldão, Poesias on Junho 15, 2007 | 1 Comentário »
a mesma imagem um virar o corpo e um adeus o olhar que chora e despede até o ano que vem até que o tempo não mais nos separe quem dera as voltas nos cômodos silenciosos um prato de comida sobre o fogão as roupas secando no varal noturno a memória da voz que [...]




