Archive for the ‘Religião’ Category
O Silêncio do Mundo e o Nosso Barulho
Estava pesquisando sobre Thomas Merton e me deparei com um blog muito interessante, o «Reflexões de Thomas Merton», do qual tomei a liberdade de copiar este excerto:
O silêncio do mundo e o nosso barulho
“Os que amam o ruído que fazem são impacientes com o resto. Desafiam constantemente o silêncio das florestas, das montanhas e do mar. Passeiam com suas máquinas pela floresta silenciosa, em todas as direções, cheios de medo de que um mundo calmo os acuse de vazios. A pressa da sua velocidade, a pretexto de um fim, simula ignorar a tranqüilidade da natureza. O avião ruidoso, por sua trajetória, por seu estrondo, por sua força aparente, por um momento parece negar a realidade das nuvens e do céu. Vai-se o avião, fica o silêncio do céu. Afasta-se ele, a tranqüilidade das nuvens permanece. O silêncio do mundo é que é real. O nosso barulho, os nossos negócios, os nosso planos e todas as nossas fátuas explicações sobre o nosso barulho, negócios e planos, tudo isso é ilusão.”
No Man is an Island, de Thomas Merton
(Harcourt Brace Jovanovich, Publishers, New York), 1955. p. 257
novo blog: cidade solitária
Estou com mais um blog, chamado: CIDADE SOLITÁRIA, neste link:
http://jroldao.wordpress.com/
O título, como alguns devem perceber, é inspirado na obra do escritor-médico-português Fernando Namora; uma coleção de narrativas que tem o mesmo nome. Aliás, Fernando Namora é um de meus autores preferidíssimos.
Qual o motivo para criar outro blog? Não sei mesmo porque, mas o Fragmentos de Tempo sempre me aprisiona para determinados assuntos. Tipo, não consigo publicar aqui – trava-me as mãos e os olhos – determinadas coisas; quase sempre coisas que sejam mais pessoais e diretas, opiniões minhas e observações cotidianas. No novo blog pretendo justamente me expor mais – sem, no entanto, descobrir-me muito – e publicar percepções mais cruas e diretas que possam ocorrer em meu cotidiano.
Certamente – muito, muito certamente mesmo (aliás, já ocorreu no primeiro relato) – é impossível pra mim não ficcionalizar algumas coisas, mesmo as mais triviais. Não sei se isso é dom ou cadeia invisível, mas até que me dá bastante prazer realizar tais distorções ou reparos.
Convido-os todos a assinarem o Cidade Solitária, seja para receberem via email ou RSS, e os aguardo com muita alegria nas visitas constantes que possam me conceder!
Bons Ventos!
José Roldão
MATEMÁTICA FIEL
Quatro noites escrevendo sobre dois mil anos, para combater cinco séculos. Nesta matemática dos raciocínios, onde a fé ilumina cuidadosamente a razão, vamos revelando questões e fornecendo gabaritos. Contra a invencionisse: apresento a realidade que persiste, fundada sobre a Pedra. Nesta, somando infinitamente, o resultado sempre será igual a UM; nas outras, os resultados (que podem variar ao infinito) sempre parecerão dízimas periódicas.
[ José Roldão ]
PONTOS
tentei conversar com uma pedra
não respondeu
então falei sozinho
respondi muitas coisas a mim mesmo
a pedra parada ali, sobre a mesa
será que a pedra não existe?
existe, pois a vejo e sinto
mas – pensemos (!)
e se eu não existisse
será que ela continuaria a existir
mesmo sem pensar
ou sentir algo em si mesma?
sim, é claro
pois um terceiro ponto
que nos transcende
existiu antes de nós
existe agora
e vai existir além
só nesse terceiro ponto
que é, na verdade, antes do primeiro
é que há existência
independente de que alguém exista
pois esse ponto É
mas só Ele
É. Ponto.
[ José Roldão ]





