Nuno passava as tardes brincando quieto, em silêncio. Seus pais sempre dormiam após o almoço e ele ficava sozinho pela casa imensa. Quando somos pequenos todas as coisas parecem enormes. Ou será que vão encolhendo na medida em que crescemos? É de conhecimento público que nós é que crescemos, e na proporção em que isso [...]
Arquivos para a Categoria ‘Romance’
As tardes de Nuno Mendes
Posted in Contos, José Roldão, Literatura, Narrativas, Romance, Solidão, com etiqueta Biografia, Família, Ficção, Infantil, Nuno Mendes, Tardes on Novembro 30, 2008 | 1 Comentário »
Camus – Sobre os Mortos Semeados na História
Posted in Albert Camus, De Outros Autores, Fragmentos, Literatura, Literatura Francesa, Narrativas, Romance, com etiqueta A Peste, Albert Camus, Cadáveres, Corpos, Mortos, Significado on Agosto 1, 2008 | Deixar um Comentário »
«Flutuavam números na sua memória e dizia a si próprio que umas três dezenas de pestes que a história conheceu tinham feito perto de cem milhões de mortos. Mas que são cem milhões de mortos? Quando se faz a guerra, já é muito saber o que é um morto. E já que um homem morto [...]
Platero e Eu – O Menino e a Fonte
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Juan Ramón Jiménez, Literatura, Literatura Espanhola, Narrativas, Relatos, Romance, Traduções, com etiqueta Alma, Água, Fonte, Juan Ramón Jiménez, menino, Platero e Eu, sol, vento on Agosto 1, 2008 | Deixar um Comentário »
«Na aridez abrasada de sol do grande lago poeirento que, por mais leve que se pise, cobre a gente, até os olhos, de branca poeira peneirada, o menino e a fonte formam um grupo risonho e esplêndido, cada qual com a sua alma. Embora ali não haja uma única árvore, o coração, em chegando, se [...]
As Tardes de Nuno Mendes
Posted in Contos, Fragmentos, José Roldão, Literatura, Narrativas, Romance, com etiqueta Contos, infância, José Roldão, Medida das Coisas, Nuno Mendes, Tamanhos on Julho 30, 2008 | 2 Comentários »
Nuno passava as tardes brincando quieto, em silêncio. Seus pais sempre dormiam após o almoço e ele ficava sozinho pela casa imensa. Quando somos pequenos todas as coisas parecem enormes. Ou será que vão encolhendo na medida em que crescemos? É de conhecimento público que nós é que crescemos, e na medida em que isso [...]
Albert Camus – Sobre o Exílio
Posted in Albert Camus, De Outros Autores, Fragmentos, Literatura, Literatura Francesa, Narrativas, Romance, com etiqueta A Peste, Albert Camus, Emoções, Exílio, Isolamento, Memória, Vazio on Julho 27, 2008 | 1 Comentário »
«Sim, era realmente o sentimento do exílio esse vazio que trazíamos constantemente em nós, essa emoção precisa, o desejo irracional de voltar atrás ou pelo contrário, de acelerar a marcha do tempo, essas flechas ardentes da memória» «Experimentava assim o sofrimento profundo de todos os prisioneiros e de todos os exilados, ou seja, viver com [...]
DOSTOIÉVSKI – ORADORES PATÉTICOS
Posted in De Outros Autores, Dostoiévski, Fragmentos, Literatura, Literatura Russa, Romance, com etiqueta advogado, autores russos, Dostoiévski, irmãos karamázov, obra completa, oradores, patético on Abril 17, 2008 | 4 Comentários »
“Ficou tudo em silêncio às primeiras palavras do célebre advogado. A sala inteira tinha os olhos fixos nele. Começou com uma simplicidade persuasiva, mas sem a menor jactância. Nenhuma pretensão à eloqüência e ao patético. Era um homem que conversava na intimidade de um círculo de amigos. Tinha uma bela voz, forte, agradável, em que [...]
FERNANDO NAMORA – RETALHOS
Posted in Fernando Namora, Fragmentos, Literatura Portuguesa, Romance, com etiqueta Excertos, Fenando Namora, Médico, Português, Retalhos on Março 20, 2008 | Deixar um Comentário »
“Há dias em que a melancolia chove dentro de nós como num pátio interior, atapetado de jornais velhos. Não se ouve, não se sente – mas rebrilha na sujidade densa. Eu estava num desses dias quando afastei a cortina e olhei pela janela a tarde que se ofuscara de repente, com pressa de se evadir [...]




