O pai morreu e ele, que era duro, endureceu mais. Informou da existência do cadáver como quem relembra um pormenor. Amava o pai, mas o coração é assim (a lei da sobrevivência): esconde-se quando o querem matar. ( 1 – Gonçalo M. Tavares, Editora Bertrand Brasil 2005)
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Gonçalo M. Tavares – A morte do pai
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Gonçalo M. Tavares, Literatura Portuguesa, morte, Poesias, Solidão, com etiqueta 1, Cadáver, coração, Gonçalo M. Tavares, morte, Pai, Poesia, Português on Novembro 26, 2008 | 2 Comentários »
DILÚVIO
Posted in José Roldão, Literatura, Poesias, com etiqueta arca, coração, dilúvio, instintos, quarenta dias, quarenta noites, tempestade on Março 28, 2008 | Deixar um Comentário »
Turba-me a vista aquela paisagem Há tanto guardada na arca da memória Não foi bastante aquele dilúvio Pois, de par e par, todos os meus instintos Fechados comigo sofrendo a tempestade Debateram-se nas histórias, sem escrúpulos Algumas – invenções à flor-da-pele Outras – memórias, realidades; quase nada Por quarenta dias, arderam-me absurdos Por quarenta noites, [...]




