— O que importa o lugar, Dane-se! Cale-se!, pois trago todo o peso do mundo comigo, minha filha está morta, se fosse viva dois mundos apoiavam-se em meus ombros mais a minha filhinha a bater-me, a gritar-me, jogando coisas e deixando marcas de suor nas paredes, os dedos dela a perfurarem o abdômen ferido e [...]
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Todos os anos de uma só vez a cair
Posted in José Roldão, Literatura, morte, Narrativas, Relatos, Solidão, com etiqueta agulhas, choro, chuva, doença, falecimento, filha, hospital, Maca, mãe, mãos, médicos, Memória, mongolismo, morte, nebulizador, olhos, Solidão, sozinha on Julho 11, 2009 | Deixar um Comentário »
Gonçalo M. Tavares – A morte do pai
Posted in De Outros Autores, Fragmentos, Gonçalo M. Tavares, Literatura Portuguesa, morte, Poesias, Solidão, com etiqueta 1, Cadáver, coração, Gonçalo M. Tavares, morte, Pai, Poesia, Português on Novembro 26, 2008 | 2 Comentários »
O pai morreu e ele, que era duro, endureceu mais. Informou da existência do cadáver como quem relembra um pormenor. Amava o pai, mas o coração é assim (a lei da sobrevivência): esconde-se quando o querem matar. ( 1 – Gonçalo M. Tavares, Editora Bertrand Brasil 2005)
A mulher não está morta
Posted in Crônicas, Diário Fantástico, José Roldão, Literatura, morte, Narrativas, Notícias, Relatos, Solidão, com etiqueta Mal de Alzheimer, morte, Solidão, UTI, Vizinha on Novembro 14, 2008 | Deixar um Comentário »
E o silêncio rompeu-se: foi levada para a UTI. Não se sabe se de lá retorna (e por isso julgo aquelas cenas de morte previamente anunciada, sentida), mas bem pode ser, quem sabe? Minha mãe, ao telefone internacional, disse-me: «Eu estava já tão triste! Na UTI, mesmo que mal, ainda há esperança…». A vizinha contou-me: [...]
A MULHER ESTÁ MORTA
Posted in Diário Fantástico, Relatos, Crônicas, Literatura, Fragmentos, José Roldão, Narrativas, morte, Solidão, com etiqueta Solidão, morte, Vazio, Mulher, Vizinha, Ambulância, Maca, Enfermeiros on Novembro 9, 2008 | 2 Comentários »
Esta semana olhei pela janela de manhã e vi que uma ambulância estava parada à porta da casa do outro lado da rua. Eu sabia de antemão que a mulher estava doente e já não reconhecia aos amigos. Não houve suspense, apenas a constatação serena dos fatos. Um assistente pegou uma maca e a levou [...]
Juan Ramón Jiménez – A Viagem Definitiva
Posted in De Outros Autores, Juan Ramón Jiménez, Literatura, Literatura Espanhola, Poesias, Traduções, com etiqueta Fim, Juan Ramón Jiménez, morte, Poesia, Poetas, Viagem on Julho 25, 2008 | 3 Comentários »
Ir-me-ei embora. E ficarão os pássaros Cantando. E ficará o meu jardim com sua árvore verde E o seu poço branco. Todas as tardes o céu será azul e plácido, E tocarão, como esta tarde estão tocando, Os sinos do campanário. Morrerão os que me amaram E a aldeia se renovará todos os anos. E [...]
DOIS GATOS
Posted in Diário Fantástico, José Roldão, Literatura, Relatos, com etiqueta Atropelamento, Carros, morte on Julho 23, 2008 | Deixar um Comentário »
Fui dar aulas. No caminho de ida, perto de casa ainda, olhei para a rua e vi dois gatinhos comendo os restos de algum animal que havia sido atropelado. Naquela rua passam muitos veículos, pois é passagem dos carros que saem da Rod. Presid. Dutra e vão pegar o viaduto, afim de fazer o retorno. [...]




