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Archive for the ‘Conversa Fiada’ Category

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Dizem que no universo existem fluxos de tristeza e quando não temos mais as defesas comuns a todo indivíduo (o que é desejável, em certo sentido), esse fluxo chega e nos trespassa de vez em quando. Algo inevitável – é o que dizem. É uma tristeza que não tem nada de pessoal. O que se pode fazer é deixar que esse feixe de tristeza passe, que ele siga seu caminho. Dizem que não devemos detê-lo, pois bem pode acontecer que ele se agarre em nós, mesmo que não nos pertença.

Mas pode acontecer da tristeza vir até nós por outros meios. É quando ficamos tristes por causa de alguém. Dizem que desse modo é mais doloroso, pois é algo pessoal, algo que se liga a nós através de atos de outras pessoas ou na falta destes, quando os esperamos. O que se ouve dizer é que existem certos limites, certo cansaço que nos envolve e pode sufocar. Dizem que devemos comunicar os motivos a quem de direito e tentar resolver por meio de cuidados adicionais ou atenção direcionada.

Ora, e quando esse artifício não funciona?

Eis, meus amigos, uma questão delicada… Não há muito que fazer, além disso. Resta-nos a opção da espera, da paciência, da auto-negação, do desapego. O grande perigo é que, dessa maneira, a responsabilidade fica sobre um só dos pólos do problema: ou você aceita as coisas como estão ou não aceita. A ponte que liga as duas margens fica frágil, com rachaduras; fendas que podem deixar escoar sentimentos e deixar vazar o tempo.

Quem pode se sustentar em cima de uma ponte assim por muito tempo, sem correr o risco que ela desabe e carregue tudo para o fundo do abismo?

É então que retornamos para a margem de onde viemos no início e tentamos vedar esses vazamentos. Mas não conseguimos realizar essa tarefa, sozinhos; é preciso a ajuda da outra margem. Você grita pedindo ajuda, mas pode acontecer da outra margem estar longe demais. Pode acontecer também de te ouvirem, mas pode ser também que não sejam tomadas decisões ou iniciativas para consertar a ponte.

Então você vai ficando rouco e perdendo a voz com o passar do tempo. Decide-se calar, pois só há o próprio eco que volta feio e repetitivo. E assim entra em cena a solidão. Mas essa é uma solidão triste, não aquela que nos faz bem e traz paz quando precisamos. É aquela não solicitada, é uma solidão imposta.

Eis, meus amigos, uma questão ainda mais delicada…

[ José Roldão ]

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Fui levar, pela manhã, minha filha na casa da mãe dela. Um acidente na via Dutra, duas kombis pra ir, outras duas pra voltar. Fico injuriado pelo modo como somos tratados feito bichos nessas kombis! Os motoristas vão acumulando gente até não mais poder. Fora aquelas buzinas com textos vulgares que, entre as que narram o percurso, mexem com as meninas nas ruas. Lógico, eu poderia evitar essas conduções, porém, visando a rapidez ($$), muitas vezes opto pelo transporte alternativo. E bota alternativo nisso!

Para completar, mais tarde, assistindo ao programa do Hulk, o que me aparece? Isso mesmo, uma kombi! Dessa vez foi uma do ano 1973, que o quadro Lata Velha reformou.

Meu amigo, nem assim abri um sorriso! A história foi bonita e tal, merecida pelo proprietário, mas, mesmo após a reforma, continuou sendo uma kombi, e isso, pra mim, não é lá grande coisa.

Em tempos passados eu trabalhei em uma empresa utilizando uma dessas. Pra quem já conduziu uma kombi, sabe perfeitamente que é um veículo extremamente horrível de dirigir e, pior, muito perigoso! Não tem estabilidade nenhuma; a folga na direção é sua marca característica; e os incêndios no motor também. Resumindo: não presta!

Mas, porém, todavia, é um veículo barato e, da mesma forma que o fusca, todos sabem consertar se enguiça no meio do caminho, ou seja, é de mecânica pop e autoditada (leia-se: repleta de “gatilhos”).

Até quando veremos kombis nas estradas deste país? Até quando??

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Não sei o que postar aqui. Por isso estou escrevendo a dedos soltos. Na verdade, estou buscando uma fonte mais interessante para as postagens. Ah! Acabei alterando o layout também. Gostou? É, você mesmo! Por isso estou escrevendo qualquer coisa neste deserto literário que se tornou o blog Fragmentos de Tempo. O pior é que preciso de um parágrafo mais ou menos extenso, pois assim poderei visualizar melhor esta fonte que estou usando para teste. Bom, creio já ter alcançado o número satisfatório de palavras e extensão. Peço desculpas por você, caro leitor, ter perdido algum tempo vindo até aqui para ler uma baboseira destas. Entenda, estamos em reforma constante para melhor atendê-lo! Pense nisso… Aproveite e leia o restante do blog, ok? Não faça deste passeio uma viagem perdida!

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da Efe, em Paris

O Egito solicitou por via diplomática a devolução dos cabelos do faraó Ramsés 2º que foram colocados à venda na internet por um francês, antes que fossem confiscados pela polícia, informou nesta segunda-feira a Procuradoria de Grenoble (elste). Leia mais (26/02/2007 – 15h31)

Foi só a Britney começar com isso de vender cabelos pela Internet e vejam no que deu…

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Frases

Hoje (ontem) deparei-me com diversas frases, dos mais diversos autores. Até coloquei uma aqui no post anterior e cheguei mesmo a criar uma categoria para arrumá-las. Não que eu acredite que todas elas são fragmentos da verdade, não. Algumas são apenas inteligentes, outras são bem arrumadas, outras são profundas, engraçadas, misteriosas e, ainda, existem algumas que provocam silêncio. Destas eu sou um velho admirador. Sabe? Aquelas frases que você lê e fica calado interiormente, com um vazio produtivo.

Não coloquei todas aqui por que se não iam achar que isto é um blog só de frases. Portanto vou dosando, senão vai que pinta aquele silêncio assim, exagerado? Aí já viu!

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